Papai, Mamãe e Bebê.

Deixa eu contar uma historinha para vocês entenderem como funciona a vida real da maternidade solo (na esmagadora maioria desses casos):

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Papai e Mamãe fizeram um Bebê.
Papai e Mamãe ficaram desempregados.
Papai e Mamãe se separam porque não se gostam mais.
Mamãe fica com o Bebê, que ainda é muito pequenino e depende dos seus cuidados.
Papai vai embora e dá notícias quando tem tempo.
Mamãe pergunta quando o Papai vem visitar e ele diz que não quer voltar porque está muito confuso. Mamãe explica que não quer que ele volte, apenas precisa que ele ajude com o Bebê. Precisam ver como vão fazer com as contas da casa que ficaram pra ela resolver, com a Creche/Babá para o Bebê, e como vão levar aquela situação – como ele vai poder ajudar.
Papai diz que não quer voltar pra ela, que ele está muito confuso.
Papai pede para Mamãe parar de incomodar. Continuar lendo

A culpa em não ser o meu melhor.

Eu vivo lendo por aí conselhos do tipo “calma, o importante é que você dá o seu melhor”…
Eu quase nunca dou o meu melhor.
Se eu desse o meu melhor o tempo todo, jamais me sentiria culpada.
Porque sinto que o meu melhor seria o suficiente.
Mas eu dou o que dá. Dou o que sobra. Dou o que tenho.
Dou o que sobra depois de noites mal dormidas.
Dou o que dá depois de pagar as contas.
Dou o que tenho quando não estou trabalhando Continuar lendo

Assinado, C.D.

Bom aqui vai meu desabafo: meu nome é X, tenho 36 anos e sou mãe de duas crianças lindas e saudáveis: XY de 7 anos e XX de 3. O XY sempre foi um sossego, apresentando problemas normais de comportamento como desobediência e uma mentirinha de vez em quando, nada demais. Mas vamos à história da minha caçula. Quando XY tinha 2 anos e meio, resolvi largar o AC e me aventurar mais uma vez no mundo mágico das gestantes. Um ano e um aborto espontâneo muito sofrido depois meu pequeno sonho finalmente chegou. E era uma menina, perfeita do jeito que eu sempre sonhei. Nasceu como uma bonequinha parecia aquelas de loja, cheirosa, fofinha e risonha, eu fui e sou a mãe mais feliz do mundo por ter ela. Mas de uns tempos pra cá as coisas vem ficando bem difíceis. Minha princesa, além de ter um temperamento do tipo sai de baixo, é hiperativa, mas hiperativa de verdade, do tipo que a gente vai pra praia para descansar e volta mais cansada. Continuar lendo

Assinado, K.K.

Boa tarde, adoro seu blog e me identifico com várias das coisas que você publica. Eu não sei bem por onde começar esse desabafo, porque muitas vezes me sinto só. Sem ninguém pra quem possa dizer o que me deixa bem pra baixo.
Descobri que estava grávida depois que tinha terminado o relacionamento, foi um susto, mas me mantive forte. Durante toda a gravidez tive apoio dos meus pais e amigos, mas assim como agora me sentia só. Ninguém entendia o que estava passando, os meus medos, receios, nem imaginavam pelo preconceito que sofria quando dizia que não tinha casado e que era produção independente. Sempre fui clara com o pai da minha filha, falando que a casa estava aberta para ele visitar ou se quisesse me ajudar. Ele dizia para os outros que eu mandei ele não chegar perto, que não queria ele envolvido em nada. Que eu era louca. Continuar lendo