Assinado, K.K.

Boa tarde, adoro seu blog e me identifico com várias das coisas que você publica. Eu não sei bem por onde começar esse desabafo, porque muitas vezes me sinto só. Sem ninguém pra quem possa dizer o que me deixa bem pra baixo.
Descobri que estava grávida depois que tinha terminado o relacionamento, foi um susto, mas me mantive forte. Durante toda a gravidez tive apoio dos meus pais e amigos, mas assim como agora me sentia só. Ninguém entendia o que estava passando, os meus medos, receios, nem imaginavam pelo preconceito que sofria quando dizia que não tinha casado e que era produção independente. Sempre fui clara com o pai da minha filha, falando que a casa estava aberta para ele visitar ou se quisesse me ajudar. Ele dizia para os outros que eu mandei ele não chegar perto, que não queria ele envolvido em nada. Que eu era louca.Depois que ela nasceu continuei com o mesmo discurso, mas com ele não adiantava. Aparecia só quando a mãe dele vinha visitar e perguntava se ele tinha ido ver a filha e eu dizia que não. Tivemos uma briga feia porque ele não aceitou um comentário bobo, apenas comentei que era bom ter tempo para estudar. E ele já achou que estava criticando e então eu resolvi abrir o jogo e mostrar que ele era um pai ausente.
Depois disso fizemos um acordo verbal, pois até então ele não pagava a pensão. Passou a pagar e a ter direito de passar os domingos com ela. Porém ele não ficava com a filha, quem acabava cuidando e passando o tempo era a mãe dele. É assim tem sido. Ele só aparece quando é para literalmente encher o saco, perturbar minha vida. Tentando colocar regras absurdas e tentando de todas as formas diminuir o valor da pensão. Ele paga 400, quer que passe pra 200. O que ele paga dá para pagar a creche, mas falta e eu inteiro. O restante meus pais me auxiliam.
Hoje estou morando com meu atual namorado, que é um amor. Assumiu ela como se fosse dela, dá toda a atenção que ela precisa. Na pratica ele é o pai de verdade. Porém não temos uma renda alta, passamos todo mês apertado e eu sempre tenho que pegar dinheiro emprestado com meus pais. Não acho isso certo, por isso voltei a tentar buscar trabalho. Mas na área em que sou formada é complicado, sou jornalista. Aqui em Foz o campo é fechado, então decidi tentar em outros ramos.
Essa semana comecei em um trabalho de recepcionista em um bar, o trabalho é das 16h às 00h e de final de semana das 18h a 1h, pq toco direto e não saio pra intervalo pra sair mais cedo. O trabalho é pesado, e quando estou em casa a minha filha está na escola, só tenho a visto em pequenos intervalos e isso tem me destruído por dentro. Me sinto relapsa, como estivesse a abandonando. Ela tem 2 anos e é bem apegada em mim. Estou na dúvida se continuo no trabalho ou se saio e tendo arrumar um trabalho que seja no horário comercial. Pois não quero de forma alguma que ela sinta que a mãe está abandonando ela ou que esteja sendo trocada. Não quero ser ausente, já basta o pai dela ser assim. Sinto que o meu dever é estar pronta e à disposição dela para o que ela necessitar. Sinto que é minha responsabilidade ser presente também pelo pai dela. Assumindo o lugar dele.
Não faço ideia do que fazer.
Desculpa pelo texto longo, precisava e muito de alguém que eu pudesse conversar e que não fosse me julgar ou achar que estou colocando a culpa em alguém.”

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Um comentário sobre “Assinado, K.K.

  1. Olá, boa noite.Primeiramente quero dizer o vc Mãe q isso vai passar, e q vc vai conseguir. O tempo de relacionamento nada garante que os filhos terão os pais presentes sempre. Eu fui casada 10 anos , minha filha planejada e quando ela completou 2 meses meu ex marido disse q não queria aquela vida o ele.Oi? Não queria? Eu entrei na justiça para garantir o direito da minha filha em ter uma educação , um teto e cultura, pois ela não tem culpa das loucuras dos adultos.Tratado na justiça uma pensão digna, pá 200,00 não paga os danoninhos e nem fraldas da sua filha, não é? Então, pagar pensão não dá direito ao pai pegar a filha, quem tem direito de ter um pai é a sua filha, se ele é ausente, pagar a pensão não lhe dá direito, lembre o direito e da sua filha não do pai biológico.Sofri muito, e entendo a sua revolta, é dúvida, mas se vc não trabalhar conseguirá pagar as contas? Meu ex nunca mais apareceu para pegar minha filha, nunca, em 9 anos.Eu conheci uma outra pessoa, assim como vc, que assumiu a educação de minha filha e ela o chama de pai.Formei outra família, mas olhar p minha filha , com 9 anos e escutar dela, pá o pai biológico não a ama, foi duro, foi como uma faca cortar meu peito.Acredito que meu atual marido veio como um presente para mim e minha filha, e que nada pode ser mais gratificante quando escuto dela, mãe vc é a melhor mãe do mundo!!! Eu trabalho fora nunca deixei de trabalhar, só que a pensão paga a escola integral, e como não tenho parentes ou alguém para ficar , eu corro muito para os horários baterem.Tudo sobre a despesa da minha filha eu guardo, e caso algum dia o “doador de semen ” que eu chamo, vier questionar, mostrarei que filho e um bibelô caro. Acredito sim na justiça, e que vc busque a justiça para resolver o assunto pq 200,00 fala sério, se ele não pode , os avós são responsáveis.Faca a conta de quanto vc gasta c sua filha e entre na justiça para regularizar a pensão.Quanto ao seu trabalho, e horários, vc tem alguém que te ajude? Se sim, que ótimo, pq eu não tenho. se o dinheiro que ganha, vale a pena, ok.Coloque na ponta do lápis mesmo, gastos, ganhos e veja o saldo , sobra? Vc consegue juntar? Ou empata? E decida friamente, pq sua filha precisa de vc, mas não necessariamente de vc desequilibrada.Precisa de vc centrada no que é importante, o melhor por ela e p ela.Bem, espero ter te mostrado, que existe sim, luz, e que não está sozinha, e por mais difícil que seja, isso é só o começo, pq ela vai crescer e as perguntas começarão, por isso é imprensindivel vc fazer tudo pensando no melhor para ela é assim, nenhum juiz, avô,avó ou mesmo os amigos ou Ela , irão te criticar, e se fizerem, ria, pq o calo aperta na gente .Desejo a vc é sua filha o melhor, fique c Deus.

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